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Desce dai menino!

Entender o “inentendível” (sim estou recorrendo a licença poética e subvertendo o português aos meus caprichos. Não me julguem!) é uma missão retórica. Não é qualquer pessoa que pode se meter a meter (no bom sentido) o bedelho na arte de interpretar as linhas obtusas da mente humana. Pois bem…

Pedindo desculpas aos leitores cuja extra-territorialidade o força a desconhecer o fato, outro dia desses, que não vou dizer o dia aqui porque não sou obrigado (licença poética, lembram?), um cidadão resolveu subir no poste e não foi para pegar o passarinho que estava no seu ninho cuidando do seu bebê, como na música do Samba da Elite, mas para, supostamente ver o discurso da Presidenta Dilma.

Suposições a parte, me causa um certo dissabor ver os diálogos que se originaram. Na verdade, o dissabor é causado pela constatação da superficialidade dos sentimentos humanos. De piadas em piadas, de incidentes que se transformam em politicalha, de um fato lamentável à uma válvula de escape de sentimentos inominados.

Afim de extra-regionalizar o discurso, vou me ater a fato mais recente, já tratado aqui no blog, o (mal)bendito Pokemon Go! Demonstrando um contra-senso impressionante, observa-se pseudos cultos intelectuais, inclusive jornalistas,  tecendo criticas e pré-julgamentos sobre a vida alheia.

Fico me perguntando qual é o verdadeiro mau que assola a humanidade e, ao analisar as problemáticas geradas pelo Pokemon e pela política, só  consigo encontrar uma resposta.

Reciprocidade! Somos aquilo que desejamos para o próximo. Ou seja: enquanto, para nós, queremos apenas amor; para os outros, queremos os restos. (In)Felizmente não é exatamente assim que funciona a dinâmica do mundo.

 

Tiago Nunes de Oliveira
Autor do Livro Utópica – Um Mundo sem Leis

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Sociedade Idiotizada!

Vamos falar sobre a bola da vez. O Pokemon Go! Pense em uma turma que gosta de fazer barulho, de destilar primeiras impressões e desconhecimento sobre coisas que ainda, nem sabe o que é. “Mas eu soube que …”. Vamos parar por ai. Já conversamos sobre ódio e sobre como ele é algo que ocupa. Então, vamos dar espaço para coisas novas, vamos evitar julgamentos e principalmente, pré-julgamentos.

Ok. Admito! Instalei o jogo. Na verdade, já esperava o lançamento dele aqui no Brasil. Em minha defesa, sou um cara que gosta de estar “antenado”, que gostar de acompanhar as tendências e que tem dever profissional de estar informado e buscar soluções relacionadas a comunicação.

Falando em comunicação, que grande oportunidade. O jogo traz a tecnologia para o mundo real. Cria uma interface que permite que as pessoas saiam do whats app, facebbok, twitter, etc e passem a interagir entre si. Caminhem, visitem lugares interessantes e conheçam pessoas.

Alguém disse idiotizar. Acho que o Pokemon Go é um passo na direção oposta, possibilita interação e proporciona um motivo fantástico para passear pela cidade. Ontem conheci um monte de pessoas no meu condomínio enquanto caçava pokemons com meu filho, foi um espaço fantástico para integração.

Profissionalmente falando, uau! Existem grandes oportunidades para conquistar clientes, de proporcionar a vivencia de experiências positivas no seu estabelecimento, de estimular o fluxo de um público diverso e variado. Não é difícil encontrar formas de acompanhar a tendência e monetizar essa experiência.

E sobre os que acham que somos imbecis, que estamos esquecendo os problemas da vida e saindo desesperados em busca de Pokemons …. Bem, acho que vocês precisam refletir. Não busco um Pokemon. Estou vivenciando uma experiência, curtindo meu filho, conhecendo pessoas e passeando pela cidade. Aproveitando a vida de uma forma leve que faz com que eu esqueça, pelo menos naquele momento, de problemas financeiros, do trabalho, de brigas que nem sei o motivo. E você, Está fazendo o que?

 

Tiago Oliveira

Autor do Livro Utópica – Um Mundo sem Leis

Meu amigo caloteiro

Conta-se, e digo conta-se porque não presenciei, mas ouvi de muitas fontes extremamente confiáveis, que meu Avô, Gervásio, apertou a mão do assassino do meu Tio e lhe perdoou. Acredito que este é um dos fatos que me marcaram quando, adolescente, cheio de amarguras e dúvidas (estas que persistem até hoje). Eu era, naquela época, pouco parcimonioso, sóbrio, em relação a tudo que sinto.

Avança-se o tempo, a idade, as frustrações, as dúvidas, as responsabilidades. Torna-se adulto. Conhece-se um pouco mais da natureza. Elege-se um caminho.

No meu caso, confesso, um caminho rebelde, sem igreja, sem grandes laços doutrinários. Deixo de acreditar em mais coisas do que eu acredito realmente, mas, entre tudo que não acredito, tenho uma certeza…

Seguindo o exemplo do meu Avô Gervásio, eu não acredito no ódio.

Não acredito em vencer sobrepujando o próximo, não acredito em socapas, sorrelfas, artimanhas. Eu acredito na palavra dada. Acredito em cada um fazer sua parte, acredito no Beija-Flor.

Tinha essa certeza, mas a vida é caprichosa. Lhe testa, abusa, tensiona, tenciona. A vida lhe põe a prova, impõe as provas e para ajudar a vida, eis que surge o amigo caloteiro. Aquele que tem estado próximo, que demonstra parceria, que lhe acompanha em algumas odisséia, que lhe cativa, lhe contrata e lhe dá o calote.

Ah! O amigo caloteiro, o telefone furtado, o pneu furado, o político ladrão. Inicialmente, nos preenche um sentimento de perda, um amargor que antecede os demais sentimentos. Sente-se injustiçado, amargurado, usado e por fim … O ódio.

O ódio é bicho arisco, lhe toma a cabeça, lhe tira a razão. Ele é o olho por olho, o busílis, é o momento que se passa a desejar que tudo de mau aconteça com aquela pessoa que lhe furtou, que abusou de sua confiança.

É nesse momento que você mostra quem é. Levanta a cabeça, impõe altivez.

Quando o ódio desponta, você para. Respira fundo, organiza as idéias. Perdoa! Quando o ódio aparece você percebe que não vale a pena, que a partir dali, se insistir, você só tem a perder. Perder algo que transcende o valor financeiro, transcende o patrimônio, pois é essência, é sentimento, é tudo aquilo que representa a pessoa que você é.

Não se perde tempo com o que não lhe faz bem!

E por fim, aprende-se. Na vida, tudo é lição.

 

Tiago Nunes de Oliveira
Autor do livro Utópica – Um Mundo sem Leis

Porque amamos odiar

Salve o brado retumbante de um povo heroico. Um povo heroico que não foge a luta, que conquista a liberdade, algo que não pode ser penhorado, com braço forte, com luta justa.

Sem grandes heróis construímos esse país, sem grandes guerras, sem muito ódio, com pouco sangue. Então nada explica.

Nada explica que somos recipientes, recipientes de essência, vasilhames, como aqueles de perfumes, que aguardam que uma fragrância ocupe, preencha, ilustre nosso interior.

Somos frascos e potes personalizados, especiais. Especiais! Só nos preenchem as fragrâncias que aceitamos. Aquelas que falam sobre a gente, que são nós mesmos.

Sentimos sem pensar, sentimos pra existir. Sentimos aquilo que nos preenche por que deixamos preencher, sentimos apenas. Simplesmente.

Mas o que sentimos? Por que sentimos? Em que acreditamos? O que aprendemos?

Percebemos que amar dói, então, muitas vezes, elegemos o ódio. Ódio contra o menor, que pode aprontar e não será punido (como nós seriamos). Ódio contra o bandido, aquele que nos tira algo que temos. Ódio contra o vizinho, que parou momentaneamente em frente a nossa vaga de garagem. Ódio contra o cachorrinho, que está em cima do banco, na praça.

A vantagem do ódio é clara, ele é imperioso. Como o amor, ele preenche, ele acalenta. Amamos odiar, por que assim resolvem-se os problemas. A culpa é de um partido, não de um sistema. A culpa é de uma pessoa, não de um contexto. A culpa é do animalzinho, quem mandou ele ficar velho?

Eis que o velho e bom ódio se mostra como um norte, como um refugio acolhedor da nossa frustração  e do nosso fracasso como ser, como humano.

De ódio em ódio, vamos vivendo. Vamos avançando no tempo, que não se importa se odiamos. A vida segue, os problemas surgem, os dias passam e os problemas? Bem … para os problemas, elegeremos um culpado.

Em nome de Deus, odiamos o diabo, odiamos os homossexuais, odiamos as mulheres que amamentam seus filhos, odiamos, odiamos, odiamos.

E Deus, bem… Ele só pensa em amor.

Tiago Nunes de Oliveira
Autor do Livro Utópica – Um Mundo sem Leis

Sobre redução da maioridade penal

Enquanto uns questionam a idade, eu questiono a métrica.

Sócrates, o filósofo grego ou personagem de Platão, certa vez afirmou que a ignorância leva uma pessoa a prejudicar outras pessoas, ou que nenhum ser humano é mau por natureza, essência, mas por ignorância. Em contrapartida, o conhecimento liberta, leva a solidariedade, a virtude e a felicidade.

Somos o produto de uma sociedade, que é competitiva e desigual, uma sociedade que, conforme Marx disse, está em uma eterna disputa entre dois extremos de uma balança, que busca um equilibro e que, de forma prática, nunca será encontrado.
Posicionar-se sobre um tema tão complexo, não é simples. Na verdade só existe simplicidade para os ignorantes, para os demais, sobram as dúvidas. Para pensar sobre a redução da maioridade penal resolvi pensar no aumento da maioridade penal. Que bom seria se aumentássemos para 500 anos.

Por que o que é a maioridade penal? Na minha opinião é o momento em que a sociedade desistiu de você. Que acredita que não tem mais jeito, que você não será capaz de fazer o bem, de existir livremente entre seus pares sem que ofereça algum risco ao tênue equilíbrio social.

Na cadeia você é exposto ao pior, lá subtrai-se sua intimidade, sua liberdade, seu livre-arbítrio. A ideia é mostrar para você como é ruim ser punido, na esperança que o castigo te faça mudar. Claro que isso tudo é envolto em uma grande desfaçatez. Envolto em um discurso bonito, com algumas firulas que objetivam fazer com que a sociedade ache que algo está sendo feito pelos presos, de forma a diminuir o desconforto daqueles que com alguma consciência fazem parte dessa sociedade.

Justo! Merecido! Ninguém mandou ser violento, criminoso, bandido. Será que é tão simples assim? Quando tão em moda está o nome de Jesus, será que devemos esquecer o que ele disse para um dos ladrões que estavam sendo crucificados ao seu lado? “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

Mas os menores têm uma chance. Em tese, os centros para menores são um pouco diferentes. Em tese eles servem para reeducar, re-socializar, re-adestrar os meninos, fazer com que eles aceitem que não tem, não tem, não tem e que outros têm e que isso faz parte de uma sociedade justa e equilibrada. A régua temporal é impiedosa. 18 anos e uma hora de vida tornam você uma pessoa suscetível de ser jogado ao sofrimento, enquanto com 17 anos, 11 meses e 20 dias você ainda tem alguma chance de recuperação.

Não sei se uma régua de tempo é um indicativo de algo. Não sei se podemos estragar a vida de qualquer pessoa, sem que antes, possamos entender os motivos e a história por trás daquele ato. Psicopatas existem, claro, mas qual o percentual deles no universo que temos? O melhor, acredito eu, é entender que somos seres humanos, que temos particularidades e que se for pra decidir quem tem, ou não, uma chance de se tornar alguém melhor, a métrica da idade não é justa. Sejam 18 ou 16 anos. Sugiro que busquemos outras, então.

“Há quatro características que um juiz deve possuir: escutar com cortesia, responder sabiamente, ponderar com prudência e decidir imparcialmente.” Sócrates.

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Valorizar para moralizar

Dante Alighieri, em um de seus Poemas disse: “Quem és tu que queres julgar, com vista que só alcança um palmo, coisas que estão a mil”. Essa citação me acompanha. Sempre que me meto a escrever, ou pensar, me vem à possibilidade de que minha visão seja apenas parcial, incompleta, insuficiente.

Entretanto acredito que visões incompletas, permitem uma análise detalhada do parcial. Permitem percepção das nuances. Dessa forma, vou ousar contribuir para um debate que promete, em breve, causar certa polemica. Antecipo-me, pois como bem disse nosso já citado Dante “sou um que escreve apenas quando me fala o amor e tenta relatar fielmente o que ele dita dentro de mim”.

Sem mais delongas, entremos na pauta: Regulação da mídia. Contextualizando: o governo pretende apresentar uma proposta de regulamentação da mídia, regulamentação econômica, não de conteúdo. Sou fã da coragem da Presidenta, esse tema é complexo, a mídia é um “poder” centralizado, historicamente, em algumas famílias. Fato objetivo, que se reflete em todo o posicionamento de uma classe média, dita esclarecida.

Acredito que é desnecessário apregoar o poder dos veículos, inclusive poder de incitar o ódio, de transmitir sensações irreais ou causar um efeito análogo ao que estudamos como efeito de massa, em teorias da comunicação. Posso tentar exemplificar, citando, por exemplo, a confiança em uma economia em colapso (como aconteceu nos Estados Unidos) ou a desestabilização de uma economia solida (como quase ocorreu no Brasil). Tudo recheado de disse me disse e dados de mentira. Não vou entrar no mérito, me dá preguiça.

Dessa forma, se torna factual o poder dos veículos, assim como é indiscutível veículos são concessões públicas (Rádio e TV, principalmente). O governo pode e deve criar mecanismos que torne a distribuição das concessões mais democrática. O poder da mídia faz com que a opinião de poucos seja transmitida, por osmose, a sociedade e contamina com uma verdade aquilo que deveria ser objeto de uma pluralidade de razões e sentimentos. “Não pode haver uma totalidade da comunicação. Como efeito, a comunicação seria a verdade se ela fosse total” Paul Ricoer.

O efeito da totalidade da comunicação resulta no que predisse Malcom X “os meios de comunicação te farão amar o opressor e odiar o oprimido”. Claro que estamos tratando de extremos, de conseqüências de um agravamento dos quadros atuais, e que a internet contribui de forma gigantesca para uma democratização da comunicação. Fatores que não tornam desnecessário uma busca por multiplicidade de veículos e opiniões.

É certo que uma redistribuição das freqüências, resultaria em maior variedade de opções. Ajudaria bastante em um processo de reinterpretar os novos paradigmas. Ajudaria a trazer mais porosidade ao sistema. Entretanto, entendo que esse caminho é longo e cheio de percalços, que os resultados não são garantidos e que é possível adotar algumas medidas práticas que aliadas a um caminho mais longo, possam trazer uma resposta breve a sociedade.

Na minha singela opinião uma das primeiras ações que deveria ser criteriosamente analisadas é a criação de um conselho de classe para jornalistas. Um conselho de classe seria valorizar e regulamentar a profissão. Não estou entrando no nhem, nhem, nhem do diploma. Estou afirmando que é necessária a valorização de um profissional ético e independente, não de um refém dos meios.

Poços comandam os veículos, mas os jornalistas são muitos e plurais. Enquanto muitos defendem golpes reacionários e a direita neo liberal outros manifestam apoio a um projeto de governo social. Muitos comunicadores se rebelaram e se manifestaram contra à campanha desleal empregada contra a Presidenta Dilma pelos meios de comunicação. Jornalistas respeitáveis não baixaram a cabeça e foram, inclusive, demitidos de veículos por divergências ideológicas. Jornalistas se empenharam em minimizar o impacto de denúncias fraudulentas ou tentaram promover a verdade sob os cortes cruéis dos editores.

A falta de um conselho, de fiscalização, e de responsabilização, do profissional resulta na opressão pelo meio. Certamente um órgão que cobre do jornalista uma postura independente e uma responsabilização dele pelos seus atos e por infrações ao código de ética iria ser, por si só, um fator de inibição para cobranças abusivas e impróprias dos veículos. A existência de um controle sobre o tipo do profissional que o meio contrata, impedindo e punido a contratação de profissionais sem registro, moralizaria o mercado e resultaria em menor rotatividade.

Um órgão de classe permitiria que os comunicadores a possibilidade de denunciar posturas antiéticas de veículos. Concederia ao profissional um suporte institucional, a certeza de estar sendo amparado e protegido contra abusos. Mais que isso um conselho daria animo para os profissionais, um reconhecimento que há muito esperam. O Jornalista é um órfão, submete-se ao meio em troca dos seus proventos e não obtém respaldo do sistema, sua profissão não é protegida pela necessidade de diploma, de prova ou de registro. Não existem muitas opções a não ser abraçar a linha editorial e torcer para que tudo de certo.

É certo que a resposta não é simples, ou que ações individuais sejam suficientes para mudar um complexo sistema, mas acredito que a valorização não é algo que seja apenas inerente a um diploma, mas a um respeito institucional, que permita, de fato que o jornalista seja o profissional que a sociedade almeja.

Tiago Nunes de Oliveira
Jornalista SRTE/SE 1846

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Quem me representa?

Confesso! Não sou muito bom em física. Alias a questão não é ser bom, é não saber fazer um “ó com um copo”. Em física sou no máximo um curioso, que se diverte ao comentar com os amigos noções superficiais da teoria do caos ou que se aventura a explicar para a esposa as teorias que permitem a dobra do espaço tempo, permitindo que a nave espacial de “stargate” possa se deslocar tão rapidamente. “o caminho mais rápido entre dois pontos é dobrar a folha de papel”.

Bem… Assim sou em economia. Não tenho embasamento acadêmico, apenas curiosidade de ouvir dizer. Nesses “andes e relances” percebi que existe uma relação direta entre a inflação e a taxa de juros. Percebi também, que nesta seara, ninguém sabe exatamente o que fazer – por mais que diga que sabe.

FHC, quando presidente, manteve os juros altos, a fim de manter a inflação sob controle, e Lula, depois dele, não ousou tanto, se espremia em um jogo de abaixa e levanta, tentando manter as coisas sobre certa previsibilidade.

Dilma quis ousar, foi um pouco mais tolerante, juros mais baixos, inflação um pouco mais alta, vamos ver no que dá. Durante essa campanha a tônica dos adversários foi entoar a necessidade de controlar a inflação, utilizando a taxa de juros. Claro que a conversa era assim: (grita) ”Temos que controlar a inflação” como? (sussurra) “aumentando a taxa de juros”.

Pois bem, subiram a taxa de juros. Foi só um pouquinho. Coisa de 0,25. O interessante é ver como as coisas são. Aqueles que deram a receita agora dizem que não gostam do bolo, coisas do Brasil.

Por falar em Brasil, vocês viram a primeira derrota de Dilma?

A câmara rejeita o decreto que institui a Política Nacional de Participação Popular. Participação Popular é grifo meu. Sob argumento que diminui o poder do congresso. Espera! Como assim?

Diz o Decreto: tem ”o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”.

A sociedade civil somos nós.

Então espera, diminui o poder do congresso porque envolve a sociedade civil??? Então a gente serve para eleger ele, mas não podemos nos meter nas decisões que ele toma?

Infelizmente, dirigimos nossa revolta para a instituição errada. Claro que o executivo tem que melhorar, muito. Só que, sinceramente, esse congresso só me decepciona.

Tiago Oliveira
SRTE/SE 1846

Foto externa do Congresso Nacional 22.11.03 Foto Reynaldo Stavale