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Posts Tagged ‘e-cidadão’

Sociedade Idiotizada!

Vamos falar sobre a bola da vez. O Pokemon Go! Pense em uma turma que gosta de fazer barulho, de destilar primeiras impressões e desconhecimento sobre coisas que ainda, nem sabe o que é. “Mas eu soube que …”. Vamos parar por ai. Já conversamos sobre ódio e sobre como ele é algo que ocupa. Então, vamos dar espaço para coisas novas, vamos evitar julgamentos e principalmente, pré-julgamentos.

Ok. Admito! Instalei o jogo. Na verdade, já esperava o lançamento dele aqui no Brasil. Em minha defesa, sou um cara que gosta de estar “antenado”, que gostar de acompanhar as tendências e que tem dever profissional de estar informado e buscar soluções relacionadas a comunicação.

Falando em comunicação, que grande oportunidade. O jogo traz a tecnologia para o mundo real. Cria uma interface que permite que as pessoas saiam do whats app, facebbok, twitter, etc e passem a interagir entre si. Caminhem, visitem lugares interessantes e conheçam pessoas.

Alguém disse idiotizar. Acho que o Pokemon Go é um passo na direção oposta, possibilita interação e proporciona um motivo fantástico para passear pela cidade. Ontem conheci um monte de pessoas no meu condomínio enquanto caçava pokemons com meu filho, foi um espaço fantástico para integração.

Profissionalmente falando, uau! Existem grandes oportunidades para conquistar clientes, de proporcionar a vivencia de experiências positivas no seu estabelecimento, de estimular o fluxo de um público diverso e variado. Não é difícil encontrar formas de acompanhar a tendência e monetizar essa experiência.

E sobre os que acham que somos imbecis, que estamos esquecendo os problemas da vida e saindo desesperados em busca de Pokemons …. Bem, acho que vocês precisam refletir. Não busco um Pokemon. Estou vivenciando uma experiência, curtindo meu filho, conhecendo pessoas e passeando pela cidade. Aproveitando a vida de uma forma leve que faz com que eu esqueça, pelo menos naquele momento, de problemas financeiros, do trabalho, de brigas que nem sei o motivo. E você, Está fazendo o que?

 

Tiago Oliveira

Autor do Livro Utópica – Um Mundo sem Leis

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Quem me representa?

Confesso! Não sou muito bom em física. Alias a questão não é ser bom, é não saber fazer um “ó com um copo”. Em física sou no máximo um curioso, que se diverte ao comentar com os amigos noções superficiais da teoria do caos ou que se aventura a explicar para a esposa as teorias que permitem a dobra do espaço tempo, permitindo que a nave espacial de “stargate” possa se deslocar tão rapidamente. “o caminho mais rápido entre dois pontos é dobrar a folha de papel”.

Bem… Assim sou em economia. Não tenho embasamento acadêmico, apenas curiosidade de ouvir dizer. Nesses “andes e relances” percebi que existe uma relação direta entre a inflação e a taxa de juros. Percebi também, que nesta seara, ninguém sabe exatamente o que fazer – por mais que diga que sabe.

FHC, quando presidente, manteve os juros altos, a fim de manter a inflação sob controle, e Lula, depois dele, não ousou tanto, se espremia em um jogo de abaixa e levanta, tentando manter as coisas sobre certa previsibilidade.

Dilma quis ousar, foi um pouco mais tolerante, juros mais baixos, inflação um pouco mais alta, vamos ver no que dá. Durante essa campanha a tônica dos adversários foi entoar a necessidade de controlar a inflação, utilizando a taxa de juros. Claro que a conversa era assim: (grita) ”Temos que controlar a inflação” como? (sussurra) “aumentando a taxa de juros”.

Pois bem, subiram a taxa de juros. Foi só um pouquinho. Coisa de 0,25. O interessante é ver como as coisas são. Aqueles que deram a receita agora dizem que não gostam do bolo, coisas do Brasil.

Por falar em Brasil, vocês viram a primeira derrota de Dilma?

A câmara rejeita o decreto que institui a Política Nacional de Participação Popular. Participação Popular é grifo meu. Sob argumento que diminui o poder do congresso. Espera! Como assim?

Diz o Decreto: tem ”o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”.

A sociedade civil somos nós.

Então espera, diminui o poder do congresso porque envolve a sociedade civil??? Então a gente serve para eleger ele, mas não podemos nos meter nas decisões que ele toma?

Infelizmente, dirigimos nossa revolta para a instituição errada. Claro que o executivo tem que melhorar, muito. Só que, sinceramente, esse congresso só me decepciona.

Tiago Oliveira
SRTE/SE 1846

Foto externa do Congresso Nacional 22.11.03 Foto Reynaldo Stavale

Entenda seu público, o novo e-cidadão – parte 2

O que vocês diriam se há 10 anos atrás eu dissesse que uma garota de apenas 13 anos iria criar um veículo em que postaria críticas sobre a escola em que estuda? Que esse veículo seria acompanhado por mais de quinhentas mil pessoas? Que essa pequena garotinha iria ter seu veículo acompanhado pelo presidente dos Estados Unidos da América e que, a partir daí, sua vida “mudaria”, sendo que ela continuaria estudando na mesma escola e teria a mesma vida que antes, com algumas mudanças, obviamente, mas igual na essência.

Como seria visto há 20 anos atrás se eu dissesse que a nova palavra de ordem seria transparência, que todos têm o direito a informação que, sendo solicitada, deve ser fornecida pelos órgãos governamentais. Que seria possível obter quase todas as certidões públicas pela internet – depois de explicar o que é internet – e que reclamações em redes sociais como twitter ou facebook gerariam respostas mais rápidas que ações impetradas nos organismos oficiais?

Quem imaginaria um tempo em que a população brasileira fosse capaz de uma mobilização nacional a fim de provocar nossos governantes a tomar ações que priorizem a vontade popular em detrimento dos seus interesses pessoais/partidário. Manifestações sem partido e sem liderança e principalmente, afrontando os interesses dos veículos de comunicação.

Estamos nesse novo tempo. Nosso novo cidadão, ou melhor, e-cidadão, é uma realidade. Somos unidos através de sistemas sociais complexos e com funcionalidades específicas que tornam nossas reclamações poderosas. O acesso aos portais do governo, que facilitam nossa vida e a torna menos burocrática, tornam- nos mais conscientes dos nossos direitos, somos mais preocupados com o meio ambiente, embora nossos governantes não sejam.

Para exemplificar a revista EXAME em uma reportagem cujo título era “Um rival para o PROCON” classifica o portal “Reclame Aqui” como uma ferramenta, por muitas vezes, mais efetiva que o PROCON. A revista INFO, em outra reportagem cujo título era “Twitter é 8 mil vezes mais eficaz que o PROCON”, em outubro de 2011, trouxe a seguinte tabela, demonstrando o tempo de resposta e resolução de problemas denunciados através dos seguintes mecanismos:

MEIO TEMPO DE RESPOSTA TEMO DE RESOLUÇÃO
TWITTER ENTRE 5 MIN E 2 HORAS ATÉ 24H
FACEBOOK ENTRE 30 MIN E 6 HORAS ATÉ 24H
CHAT ATÉ 5 DIAS UTEIS MAIS DE 5 DIAS
0800 (SAC) ATÉ 5 DIAS UTEIS MAIS DE 5 DIAS
PROCON MAIS DE 1 MÊS N/D

Nativos digitais, somos mais inclinados a reclamar, procuramos o encantamento nas experiências de consumo, não apenas experiências de compra, mas de utilização de serviços públicos, por exemplo. Estamos carentes, precisamos de atenção e somos mais infiéis.

Estamos hoje desfrutando de uma nova realidade e precisamos nos redescobrir e redescobrir a melhor forma de nos comunicarmos e atendermos o próximo, pois como estamos em rede, um instante é tempo suficiente para que nossas ações sejam conhecidas por todo o mundo. Neste novo contexto precisamos ser mais que meros comunicadores, temos que ser gestores capazes de entender e alinhar a estratégia do setor às necessidades reais da empresa. Para termos sucesso nessa jornada existem diversas ferramentas e metodologias, como veremos em outras oportunidades.

Tiago Nunes de Oliveira
Jornalista SRTE/SE 1846

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