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Sociedade Idiotizada!

Vamos falar sobre a bola da vez. O Pokemon Go! Pense em uma turma que gosta de fazer barulho, de destilar primeiras impressões e desconhecimento sobre coisas que ainda, nem sabe o que é. “Mas eu soube que …”. Vamos parar por ai. Já conversamos sobre ódio e sobre como ele é algo que ocupa. Então, vamos dar espaço para coisas novas, vamos evitar julgamentos e principalmente, pré-julgamentos.

Ok. Admito! Instalei o jogo. Na verdade, já esperava o lançamento dele aqui no Brasil. Em minha defesa, sou um cara que gosta de estar “antenado”, que gostar de acompanhar as tendências e que tem dever profissional de estar informado e buscar soluções relacionadas a comunicação.

Falando em comunicação, que grande oportunidade. O jogo traz a tecnologia para o mundo real. Cria uma interface que permite que as pessoas saiam do whats app, facebbok, twitter, etc e passem a interagir entre si. Caminhem, visitem lugares interessantes e conheçam pessoas.

Alguém disse idiotizar. Acho que o Pokemon Go é um passo na direção oposta, possibilita interação e proporciona um motivo fantástico para passear pela cidade. Ontem conheci um monte de pessoas no meu condomínio enquanto caçava pokemons com meu filho, foi um espaço fantástico para integração.

Profissionalmente falando, uau! Existem grandes oportunidades para conquistar clientes, de proporcionar a vivencia de experiências positivas no seu estabelecimento, de estimular o fluxo de um público diverso e variado. Não é difícil encontrar formas de acompanhar a tendência e monetizar essa experiência.

E sobre os que acham que somos imbecis, que estamos esquecendo os problemas da vida e saindo desesperados em busca de Pokemons …. Bem, acho que vocês precisam refletir. Não busco um Pokemon. Estou vivenciando uma experiência, curtindo meu filho, conhecendo pessoas e passeando pela cidade. Aproveitando a vida de uma forma leve que faz com que eu esqueça, pelo menos naquele momento, de problemas financeiros, do trabalho, de brigas que nem sei o motivo. E você, Está fazendo o que?

 

Tiago Oliveira

Autor do Livro Utópica – Um Mundo sem Leis

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Sobre redução da maioridade penal

Enquanto uns questionam a idade, eu questiono a métrica.

Sócrates, o filósofo grego ou personagem de Platão, certa vez afirmou que a ignorância leva uma pessoa a prejudicar outras pessoas, ou que nenhum ser humano é mau por natureza, essência, mas por ignorância. Em contrapartida, o conhecimento liberta, leva a solidariedade, a virtude e a felicidade.

Somos o produto de uma sociedade, que é competitiva e desigual, uma sociedade que, conforme Marx disse, está em uma eterna disputa entre dois extremos de uma balança, que busca um equilibro e que, de forma prática, nunca será encontrado.
Posicionar-se sobre um tema tão complexo, não é simples. Na verdade só existe simplicidade para os ignorantes, para os demais, sobram as dúvidas. Para pensar sobre a redução da maioridade penal resolvi pensar no aumento da maioridade penal. Que bom seria se aumentássemos para 500 anos.

Por que o que é a maioridade penal? Na minha opinião é o momento em que a sociedade desistiu de você. Que acredita que não tem mais jeito, que você não será capaz de fazer o bem, de existir livremente entre seus pares sem que ofereça algum risco ao tênue equilíbrio social.

Na cadeia você é exposto ao pior, lá subtrai-se sua intimidade, sua liberdade, seu livre-arbítrio. A ideia é mostrar para você como é ruim ser punido, na esperança que o castigo te faça mudar. Claro que isso tudo é envolto em uma grande desfaçatez. Envolto em um discurso bonito, com algumas firulas que objetivam fazer com que a sociedade ache que algo está sendo feito pelos presos, de forma a diminuir o desconforto daqueles que com alguma consciência fazem parte dessa sociedade.

Justo! Merecido! Ninguém mandou ser violento, criminoso, bandido. Será que é tão simples assim? Quando tão em moda está o nome de Jesus, será que devemos esquecer o que ele disse para um dos ladrões que estavam sendo crucificados ao seu lado? “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

Mas os menores têm uma chance. Em tese, os centros para menores são um pouco diferentes. Em tese eles servem para reeducar, re-socializar, re-adestrar os meninos, fazer com que eles aceitem que não tem, não tem, não tem e que outros têm e que isso faz parte de uma sociedade justa e equilibrada. A régua temporal é impiedosa. 18 anos e uma hora de vida tornam você uma pessoa suscetível de ser jogado ao sofrimento, enquanto com 17 anos, 11 meses e 20 dias você ainda tem alguma chance de recuperação.

Não sei se uma régua de tempo é um indicativo de algo. Não sei se podemos estragar a vida de qualquer pessoa, sem que antes, possamos entender os motivos e a história por trás daquele ato. Psicopatas existem, claro, mas qual o percentual deles no universo que temos? O melhor, acredito eu, é entender que somos seres humanos, que temos particularidades e que se for pra decidir quem tem, ou não, uma chance de se tornar alguém melhor, a métrica da idade não é justa. Sejam 18 ou 16 anos. Sugiro que busquemos outras, então.

“Há quatro características que um juiz deve possuir: escutar com cortesia, responder sabiamente, ponderar com prudência e decidir imparcialmente.” Sócrates.

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BRUTAMONTES E ESPANTA CLIENTE

Sempre que me deparo com situações em que existem posições unilaterais de arrogância extrema, procuro entender o que leva uma pessoa, um órgão, ou intuição comercial a adotar esse tipo de postura. Não sei se posições unilaterais de arrogância extrema é uma expressão que retrate de forma clara o que quero dizer, mas foi a terminologia mais abrangente para o desenvolvimento desse raciocínio. Na verdade, creio eu, o texto poderia começar a partir do segundo parágrafo. Não havia necessidade de vocês lerem esse aqui.

 

Recentemente nos deparamos com denúncia, feita através das redes sociais, do espancamento que sofreu um senhor aposentado ao questionar um jovem rapaz (não importa em que circunstância) sobre a não observância a regras mínimas de convivência em grupo. Ora, quem não tem um filho para se preocupar pode, ao menos, imaginar o desespero que é imaginar que seu neném está sujeito a sofrer um acidente em razão de um comportamento irresponsável de um jovem que aparente não teve um pai com esse tipo de preocupação.

 

Outro fato notório é o posicionamento de total falta de respeito e de indiferença com que os shoppings da nossa capital vêm tratando seus clientes e a sociedade em geral. São denúncias de espancamento, assassinato e estupros promovidos em suas dependências, por agentes administrativos do estabelecimento, sem que, em nenhum momento, esses estabelecimentos demonstrem solidariedade com a sociedade que usufrui das suas acomodações em seus momentos de lazer e, porque não, de trabalho.

 

Diante das impropriedades, improbidades e impauperios das ações destas instituições, a sociedade não reage diante da necessidade do conforto. Aparentemente a oportunidade de desfrutar de um estabelecimento comercial sem pedintes, sem sol “na mulera”, com temperatura agradável é deveras suficiente para que nós cidadãos brasileiros e sergipanos, acostumados a sermos desrespeitados, prejudicados e relegados a nossa insignificância, nos contentemos com o consolo frugal ofertado. Tal aceitação é tão exarcebada que vemos pessoas apresentarem veemente defesa à falta de respeito ao consumidor, ao cliente, à legislação e à sociedade.

 

Em comum, essas duas situações retratam a arrogância do indivíduo ou do grupo de indivíduos (gestores) em se achar acima de toda a coletividade. Na primeira situação, um rapaz sem limites acha que por ser mais forte tem o direito de se afirmar através da força desproporcional, promovendo uma verdadeira mutilação em um homem de bem.

 

No caso do shopping, um grupo econômico chama atenção pela constante e regular falta de respeito à comunidade. Não obstante o não reconhecimento de normas legais e respeito à coletividade, não reconhece a importância do seu cliente (lojista) e do consumidor final na relação comercial. Não observa a existência do individuo, que é membro de uma comunidade, que deve ser respeitada, não apenas explorada para usufruto dos seus recursos.

 

Não me considero uma pessoa sábia o suficiente para dar conselhos, mas acredito que devíamos cultivar um pouco mais a humildade nas relações, dar mais limites aos nossos filhos e talvez, quem sabe, contratar um assessor de comunicação melhor, quiçá um presidente.