Poema Sujo

És pura,
Formosa, divina

És linda,
Parece uma princesa,
mas, quando caga.
Parece uma elefanta,
obesa.

Tiago Nunes de Oliveira

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Abaixo ao ódio nas redes sociais

Injusto. Considero muitas das comparações injustas. O Brasil é um país forte. Lutador. Nosso povo ajudou, diversas vezes, o Mundo. Nossos filhos estão na vanguarda do desenvolvimento tecnológico.

Não acredito em candidatos que buscam a vitoria denegrindo a imagem da nossa Nação. O Brasil é um país em construção. Eterna construção. Temos avançado e como nas gerações temos que assumir o turno do nosso antecessor com respeito e louvor ao que foi bem feito.

Reconhecer os méritos dos outros não lhe faz uma pessoa pior. Apenas uma pessoa justa.

Somos pais da aviação, do telefone, temos as melhores agencias publicitária, somos um dos povos mais cordiais do globo. Somos bravos, guerreiros. Lutamos sempre que fomos incitados. Fizemos e fazemos grandes participações em tudo com que nos envolvemos.

Despontamos como uma liderança internacional. Temos o sistema de saúde mais abrangente do mundo. Somos referencia em diversas políticas de inclusão social.

Temos grandes matemáticos, recentemente trouxemos 5 medalhas de ouro e prata na Olimpíada de matemática que aconteceu na África do Sul. Temos descobertas na física, na medicina, nas duas ciências juntas. Um grande exemplo é o exoesqueleto que deu o ponta pé inicial da copa do mundo no Brasil.

Somos um líder mundial. Nossa presença internacional é notada e reconhecida como fundamental pelo resto do mundo. Partidarismos a parte é burrice desconsiderar este fato. Com todas as contradições e discordâncias o bolsa família é um projeto de referencia mundial. O modelo de saúde do Brasil é único. Ninguém. Nenhum outro país no mundo possui um sistema Único de Saúde que propõe levar saúde publica e gratuita a todos.

Pessoas. Fácil comparar negativamente. Fácil comparar saúde no Brasil, de amplo acesso e gratuita com a saúde nos Estados Unidos, paga. Enquanto no Brasil qualquer ser humano brasileiro ou estrangeiro tem acesso público e gratuito, nos Estados Unidos o acesso não é universal nem para todos os Americanos.

Superficiais. Temos educação publica e gratuita, e temos avançado. Não acredito que apenas por ser um governo do PT ou de Lula/Dilma. Educação é crucial para tornar o País competitivo. Claro que temos que avançar. Que podemos conquistar mais.

Não sou tolo, nem conformado, não acredito na honestidade plena, não sou bobo para não entender que o governo político não depende de negociar, ceder, arrumar. O interesse individual é conflitante com o interesse do povo e governar é arrumar esses interesses em uma balança de uma forma que as conquistas não cessem. Governar é garantir novos passos em direção a um futuro onde negociações de conflitos entre individuo e povo não sejam mais necessárias.

Falta de fé. Somos todos crianças. Não podemos ter pressa. Nosso País começou a se incluir nesse modelo político ocidental a pouco mais de 500 anos. 192 anos atrás não éramos nem um País, belo e soberano.

Passos rápidos, mas seguros.

Medo. Não é replicando informações sem fundamento. Não é espirrando ódio e cedendo ao medo que iremos conquistar dias melhores. Não vamos compartilhar o terror. Quer fazer propaganda do seu candidato? Replique coisas boas. Planos. Projetos. Acredito que sem ódio, obteremos maiores conquistas.

Não ao ódio.

Tiago Nunes de Oliveira

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Devaneio

Peço desculpas!!! Correria mil e atenção focada em alguns projetos prioritários. Mas eu volto logo. Juro!

De qualquer forma, segue um pequeno devaneio:

Devaneio

Omdudsman.
Ônibus man;
man do ônibus,
mas para que man?
Se não temos ônibus.
Ops! Quer dizer:
Para que ônibus?
Se não temos man.
Ônibus sem man;
Man sem ônibus;
Man sem Man.
Nada!

Tiago Nunes de Oliveira

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Projeto capturando a essência

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Começando a pensar sobre redes sociais

Vamos começar falando de planejamento. Ok, ok, você não entendeu nada. Se o título trata de redes sociais, por que cargas d´água está sendo tratado, aqui, o tema planejamento? Ora, a utilização de redes sociais é deveras importante para a empresa. Na verdade é até imprescindível, mas de nada serve sem planejamento. Sem objetivos estabelecidos e orientados para um determinado fim, a sua experiência nas redes sociais será fadada ao fracasso, ou, se não fracassar, não atingirá os índices e expectativas da sua empresa e das suas campanhas.

Mais, antes mesmo de sua assessoria se aventurar no universo das redes sociais, ela deve se estabelecer como um setor útil e produtivo. É necessário que se perceba o que está sendo pedido pela empresa e quais as ferramentas que efetivamente são necessárias para que se possam atingir as metas e anseios de todos.

Lembre-se que a assessoria deve servir toda a instituição, não é uma assessoria do presidente, é da instituição, ou seja: TODOS os colaboradores. Um outro detalhe que vou ousar afirmar aqui, e que espero ser compreendido pelos colegas de profissão, é que, por a assessoria grande parte das vezes ser chefiada por um jornalista, ela tende a se preocupar demais com a confecção de notícias a serem destinadas para veículos próprios de pouca efetividade.

Exemplos para isso são os mais diversos e vão de jornais próprios, revistas próprias a iniciativas extremamente válidas de emissoras de TV e Rádio próprias. Todo veículo deve ter sua implantação criteriosamente avaliada e discutida, pois não é interessante você fazer um investimento gigantesco na aquisição de equipamentos de filmagem para por suas peças na televisão de uma recepção com quase nenhuma rotatividade.

Sou muito resistente a utilização de meios cuja dificuldade em mensurar o resultado e a abrangência seja muito evidente. Em uma opinião extremamente particular, acredito que, sempre que possível, devemos optar por meios que possibilitem uma contagem do número de visualizações. Um exemplo seria a substituição de periódicos impressos por periódicos em formato eletrônico disponíveis na intranet ou no site da instituição.

Caso se opte pelo envio do periódico eletrônico por email, sugiro que na correspondência seja enviado o link para o arquivo, a fim de não gerar um número absurdo de arquivos repetidos no servidor de email. Mas essas são opiniões muito pessoais e cuja aplicabilidade, talvez, seja muito difícil na realidade do leitor.

Todas as preocupações, pontos positivos, negativos, empecilhos tecnológicos e etc. devem ser expostos, tratados e discutidos durante um processo de planejamento. Quando você se propõe a fazer um efetivo planejamento do setor, vários aspectos devem ser considerados com intuito de atender uma missão e os consequentes objetivos do setor.

Quando falamos sobre objetivos do setor, quero lembrar que estes devem ser reais, alinhados às necessidades de fato da sua empresa. Não é porque sou jornalista televisivo que ao assumir uma assessoria vou comprar uma aparelhagem caríssima para produzir filmes que irão ser vistos apenas na televisão da recepção do diretor presidente. Ou nem lá.

Por isso que o ingresso da sua empresa nas redes sociais deve ser precedido de cauteloso planejamento, com objetivos definidos e atribuições delegadas. Tudo deve ser feito com cautela sob o risco de ser mal interpretado e as coisas derem errado, ou pior, se tornarem catastróficas.

 

Tiago Nunes de Oliveira
SRTE/SE 1846

 

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Entenda seu público, o novo e-cidadão – parte 2

O que vocês diriam se há 10 anos atrás eu dissesse que uma garota de apenas 13 anos iria criar um veículo em que postaria críticas sobre a escola em que estuda? Que esse veículo seria acompanhado por mais de quinhentas mil pessoas? Que essa pequena garotinha iria ter seu veículo acompanhado pelo presidente dos Estados Unidos da América e que, a partir daí, sua vida “mudaria”, sendo que ela continuaria estudando na mesma escola e teria a mesma vida que antes, com algumas mudanças, obviamente, mas igual na essência.

Como seria visto há 20 anos atrás se eu dissesse que a nova palavra de ordem seria transparência, que todos têm o direito a informação que, sendo solicitada, deve ser fornecida pelos órgãos governamentais. Que seria possível obter quase todas as certidões públicas pela internet – depois de explicar o que é internet – e que reclamações em redes sociais como twitter ou facebook gerariam respostas mais rápidas que ações impetradas nos organismos oficiais?

Quem imaginaria um tempo em que a população brasileira fosse capaz de uma mobilização nacional a fim de provocar nossos governantes a tomar ações que priorizem a vontade popular em detrimento dos seus interesses pessoais/partidário. Manifestações sem partido e sem liderança e principalmente, afrontando os interesses dos veículos de comunicação.

Estamos nesse novo tempo. Nosso novo cidadão, ou melhor, e-cidadão, é uma realidade. Somos unidos através de sistemas sociais complexos e com funcionalidades específicas que tornam nossas reclamações poderosas. O acesso aos portais do governo, que facilitam nossa vida e a torna menos burocrática, tornam- nos mais conscientes dos nossos direitos, somos mais preocupados com o meio ambiente, embora nossos governantes não sejam.

Para exemplificar a revista EXAME em uma reportagem cujo título era “Um rival para o PROCON” classifica o portal “Reclame Aqui” como uma ferramenta, por muitas vezes, mais efetiva que o PROCON. A revista INFO, em outra reportagem cujo título era “Twitter é 8 mil vezes mais eficaz que o PROCON”, em outubro de 2011, trouxe a seguinte tabela, demonstrando o tempo de resposta e resolução de problemas denunciados através dos seguintes mecanismos:

MEIO TEMPO DE RESPOSTA TEMO DE RESOLUÇÃO
TWITTER ENTRE 5 MIN E 2 HORAS ATÉ 24H
FACEBOOK ENTRE 30 MIN E 6 HORAS ATÉ 24H
CHAT ATÉ 5 DIAS UTEIS MAIS DE 5 DIAS
0800 (SAC) ATÉ 5 DIAS UTEIS MAIS DE 5 DIAS
PROCON MAIS DE 1 MÊS N/D

Nativos digitais, somos mais inclinados a reclamar, procuramos o encantamento nas experiências de consumo, não apenas experiências de compra, mas de utilização de serviços públicos, por exemplo. Estamos carentes, precisamos de atenção e somos mais infiéis.

Estamos hoje desfrutando de uma nova realidade e precisamos nos redescobrir e redescobrir a melhor forma de nos comunicarmos e atendermos o próximo, pois como estamos em rede, um instante é tempo suficiente para que nossas ações sejam conhecidas por todo o mundo. Neste novo contexto precisamos ser mais que meros comunicadores, temos que ser gestores capazes de entender e alinhar a estratégia do setor às necessidades reais da empresa. Para termos sucesso nessa jornada existem diversas ferramentas e metodologias, como veremos em outras oportunidades.

Tiago Nunes de Oliveira
Jornalista SRTE/SE 1846

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Entenda seu público, o novo e-cidadão – parte 1

Frequentemente vejo reportagens abordando as diferenças entre as gerações. Essas comparações de personalidade já viraram teses científicas, estudam de forma profunda e denominada, através de nomenclaturas específicas. Das várias teorias que vi a respeito, a que aparentemente mais se destaca é a que classifica uma gama de características psicológicas às pessoas de acordo com a sua data de nascimento, criando algo denominado Geração X, Y, Z, XY e Alfa. Seria, talvez, algo próximo aos signos, talvez mais, ou menos, preciso.

Confesso que tenho uma opinião muito sólida. Acredito que as personalidades, dependem de cultura, educação, amizades, exposição a tecnologias e uma gigantesca infinidade de variáveis, como já disse outras vezes, que torna a previsibilidade do comportamento algo tão preciso quanto os cálculos matemáticos que garantem um resultado da mega-sena. Falcatruas não contam.

Segundo essa teoria a geração X, nascida entre as décadas de 60 e 80, seria uma geração muito influenciada por uma cultura tradicionalista e com muito controle sobre a exposição de emoções e opiniões, essa geração costuma ser mais contida nos comentários e nos achismos. Mais conformada não costuma, genericamente falando, claro, criar “problemas”.

A Geração Y é mais inquieta, comunicativa e carente, nascidos na década de 90, ou seja, a partir do ano de 1981, até o ano 2000. Estamos, inseridos em um limiar entre o tradicional e o tecnológico. Costumam reclamar mais e apresentam uma necessidade maior de reconhecimento hierárquico. A Geração XY seria, ou é, composta de pessoas nascidas na geração X que possuem características de personalidade muito próximas da geração Y.

As gerações Z e Alfa também têm algumas características intrínsecas ao crescimento e desenvolvimento em um mundo conectado, embora os livros já tragam uma previsibilidade das características da personalidade dessas próximas gerações vou preferir manter esse assunto guardado para uma próxima oportunidade.

Percebam que a ciência teoriza as mudanças comportamentais das gerações considerando fatos históricos, como por exemplo, tempos de guerra, ou de paz, a repressão da ditadura militar ou de governos socialistas, a liberdade de imprensa e, por incrível que pareça, a conectividade e as redes sociais. Trata-se de um fato as significativas revoluções que a internet trouxe para o mundo e acho impressionante que alguns, poucos, profissionais insistam em continuar alheios a esse fato.

Nas teorias da comunicação também ocorreram mudanças. Em 2002 ví o primeiro livro que tratava de marketing viral, algo que não era palpável na época e que, mesmo conhecendo a internet, não me revelava nenhum tipo de oportunidade imediata. Foi preciso, muitos anos depois, ver o sucesso feito por Jeremias Muito Louco para entender, ou visualizar, na prática o que dizia o autor.

Além de mudar as pessoas, a dinâmica das redes sociais confundem as teorias da comunicação. Não fica clara, pra mim, a fronteira dos comportamentos de, por exemplo, massa e público. Todas as categorias se misturam e é possível distinguir características mistas nos comportamentos nas redes sociais. Não acredito que definições genéricas e simplistas como estabelecer que o Facebook é uma rede de massa, e o linkedin de público é uma verdade absoluta, na verdade não tenho muita certeza que, em comunicação, assim como na vida, existam verdades absolutas.

Mais próximo da realidade das assessorias, sou crítico ao determinismo de que um gestor da assessoria de comunicação tenha que ser jornalista. Os tempos são outros, os profissionais também. A assessoria de comunicação, principalmente se inserida nas redes socias, tem que aprender a se comunicar de forma visual, atrativa e direta. Um jornalista é um profissional gabaritado e habilitado para efetivar esse tipo de comunicação? Sim. Mas será que ele é o único capaz? Será que outros cursos não trabalham características distintas, mas também necessárias para o sucesso real e mensurável desse tipo de comunicação?

Não existem verdades, ainda, que possibilitem uma resposta efetiva para esses questionamentos. Dessa forma, acredito que o melhor profissional para a função é aquele que possui um perfil de gestão e produz resultados, alheio a questões de reserva de mercado, que também acho importante, mas que não auxiliam em nada a efetivação dos resultados pretendidos por nossos clientes. Mas isso, todos já sabem.

 

Tiago Nunes de Oliveira
Jornalista SRTE/SE 1846

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